[Figuras exemplares] Cagliostro, o charlatão

O falso conde Alessandro di Cagliostro (1743-95), Giuseppe Balsamo de seu verdadeiro nome, foi um distinto impostor, mágico e aventureiro. Filho de pobres, nascido e criado nas ruas de Palermo, viu-se obrigado a fugir da Sicília após ser dado como culpado de uma série de pequenos crimes. Viajou então pela Grécia, Egipto, Pérsia, Arábia e [...]

Arquivado em: História

Bom, mau, assim-assim

Todos os heróis precisam de um vilão para fazer pervalecer as suas inigualáveis qualidades. Jean Valjean tinha o polícia Javert, Sherlock Holmes contava com o Professor Moriarty, Popeye defrontou Brutus, Batman combateu o Joker, enquanto o primitivo James Bond perseguia o arqui-malfeitor – e terrorista polaco – Ernst Stavro Blofeld. Entre eles, o supremo bem [...]

Arquivado em: Etc.

Código regional

Recebi, via e-mail, um convite para a apresentação de um livro que integra – ela, a apresentação – a «lide de uma novilha por um jovem toureiro» e a degustação de sabores como «escabeche pobre-frio de sardinha quente e carapau e punheta de bacalhau de Verão» ou então «míscaros com presunto, iscas com cebola [...]

Arquivado em: Recortes

Sydney, a outra

Assusta-me a ideia de viajar até à Grande Ilha: enorme a distância, longas horas encapsulado num Boeing, a companhia de sujeitos que trazem tatuado o crime e o degredo. Resisto também à destruição das ideias-feitas. Já me chega Chatwin, no Canto Nómada (The Songlines), descrevendo aquele aborígene, sentado num bar esconso algures perto de Alice [...]

Arquivado em: Delírios, Livros & Leituras

Intriga

Não fixei o momento no qual pela primeira vez associei a palavra intrigante a algo de raro e intangível. Ocorreu algures, na fase da descoberta da literatura infanto-juvenil, com a sua lista de heróis e de heroínas tão improváveis quanto excitantes e de indecifráveis biografias. Intriga pode ser perfídia, cilada, ou, [...]

Arquivado em: Olhares

(Como lá fora)

Esgotado por outra aventura online, cheguei tarde ao planeta dos blogues, numa altura em que parte dos seus primeiros batedores estavam já a abandoná-lo. Depois fui saindo e entrando, a solo ou em companhia, convivendo sistematicamente com a dificuldade em combinar o registo pessoal, diarístico e minimamente escorreito, com uma fala destinada a leitores capazes [...]

Arquivado em: Etc.

Achado algures

Arquivado em: Etc.

À procura de uma identificação

Tarkovski?

Arquivado em: Etc.

Mater Dolorosa

Perto de 400 mil peregrinos em Fátima, que a RTP arredonda sem problemas para meio milhão (o que serão afinal, perante Ele, a Eternidade e a Salvação, 100 mil e tal almas a mais ou a menos?). É tempo de crise e de instabilidade, a gasolina sobe que nem uma perdida, o poder de compra [...]

Arquivado em: Apontamentos

Bonsoir tristesse

Melancholia, Claus Gregers (1989)
Lê-se Du Contre-Pouvoir, de M. Benasayag e D. Sztulwark, com um sentimento de revolta: «Vivemos uma época profundamente marcada pela tristeza, que não é apenas a tristeza das lágrimas, mas que é, principalmente, a da impotência». Percebendo como a noção contemporânea da complexidade da vida se une à aceitação defensiva, sob a [...]

Vozes

A fala de algumas línguas, sobretudo a daquelas que não entendemos, define sempre uma harmonia, uma emoção peculiar, que somos incapazes de representar na nossa própria língua. Ouvi certa vez o palestiniano Abdel Karim Sabawi ditar em árabe um dos seus poemas. Não entendi uma só palavra, mas vi estender-se pelo ar, dois passos à [...]

Arquivado em: Delírios, Poetas

Coisa de argentinos?

Há poucos meses, a partir de um apontamento de Valter Hugo Mãe no blogue Da Literatura, falou-se do «mito de Che Guevara». Volto ao assunto por causa da edição nacional de Che Guevara. Do mito ao homem. Livro escrito por outro argentino, Miguel Benasayag, de passado guerrilheiro, hoje psicanalista e filósofo, co-autor do manifesto da [...]

Arquivado em: História

Campanha anti-Alegre

Distingo Manuel Alegre – por muito que dele se possa discordar, e eu discordo em muitas coisas, um dos respeitáveis fundadores da democracia portuguesa – do movimento que à sua volta foi criado durante as últimas presidenciais. A maioria do PS, subjugada até ao pescoço pelos exercícios de aparelho, pelas perigosas ligações de influência, pela [...]

Arquivado em: Opinião

«Às vezes, a realidade é mais estranha do que a ficção»

Dormia a sono solto na manhã do dia do trabalhador. O bairro periférico parecia dormir também. Ao longe, quase deserta, a via rápida procurava ainda acordar. Como os velhos dirigentes sindicais, que à mesma hora molhavam o pão no café com leite, antes de se prepararem para mais um desfile. De repente, o telefone. [...]

Arquivado em: Delírios

Feriado

Arquivado em: Etc., Memória