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	<title>A Terceira Noite &#187; Poetas</title>
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	<description>leituras, polémicas e iluminações / um blogue de rui bebiano</description>
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		<title>Wislawa Szymborska</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 23:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetas]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje cedo, de manhãzinha, morreu Wislawa Szymborska (1923-2012). Na sua casa de Cracóvia, tranquila, enquanto dormia, se querem saber. Mas isso agora já pouco importa. Herdamos a esperança - o dom de esquecer. E tu verás como damos à luz no meio de ruínas. (de «Uma expedição não realizada aos Himalaias»)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-33069" title="Wislawa Szymborska" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2012/02/wislawa.jpg" alt="Wislawa Szymborska" width="378" height="337" /></p>
<p>Hoje cedo, de manhãzinha, morreu <a href="http://revistamododeusar.blogspot.com/2008/11/wislawa-szymborska.html" target="_blank">Wislawa Szymborska</a> (1923-2012). Na sua casa de Cracóvia, tranquila, enquanto dormia, se querem saber. Mas isso agora já pouco importa.</p>
<blockquote><p>Herdamos a esperança -<br />
o dom de esquecer.<br />
E tu verás como damos<br />
à luz no meio de ruínas.<br />
<span style="font-size: 82%;">(de «Uma expedição não realizada aos Himalaias»)</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Perfilados de Medo</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 16:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Sobre uma fotografia de sentido expressivo petrificante, tirada ontem durante a cerimónia oficial de abertura do Guimarães 2012 &#8211; Capital Europeia da Cultura, e uma troca de comentários no Facebook a respeito da mesma (e apenas dela, não do evento), recupero uma canção de José Mário Branco com cerca de quarenta anos composta sobre um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><p><a href="http://aterceiranoite.org/2012/01/22/perfilados-de-medo/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sobre uma fotografia de sentido expressivo <a href="http://www.jn.pt/Storage/JN/2012/big/ng1789951.jpg" target="_blank">petrificante</a>, tirada ontem durante a cerimónia oficial de abertura do Guimarães 2012 &#8211; Capital Europeia da Cultura, e uma troca de comentários no Facebook a respeito da mesma (e apenas dela, não do evento), recupero uma canção de José Mário Branco com cerca de quarenta anos composta sobre um soneto de Alexandre O&#8217;Neill com mais de cinquenta.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Perfilados de medo, agradecemos<br />
o medo que nos salva da loucura.<br />
Decisão e coragem valem menos<br />
e a vida sem viver é mais segura.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Aventureiros já sem aventura,<br />
perfilados de medo combatemos<br />
irónicos fantasmas à procura<br />
do que não fomos, do que não seremos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Perfilados de medo, sem mais voz,<br />
o coração nos dentes oprimido,<br />
os loucos, os fantasmas somos nós.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Rebanho pelo medo perseguido,<br />
já vivemos tão juntos e tão sós<br />
que da vida perdemos o sentido&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Smokers</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 00:17:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Olhares]]></category>
		<category><![CDATA[Poetas]]></category>

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		<description><![CDATA[Volúpia na Tabacaria é desde já um dos meus blogues, ou fotoblogues, ou blogues poéticos, ou vícios, favoritos. Por mérito próprio e sem favor algum. Permitido fumar, como seria de prever.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone  wp-image-32471" title="Smokers" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2012/01/smokers.jpg" alt="Smokers" width="436" height="350" /></p>
<p><em>Volúpia na Tabacaria</em> é desde já um dos meus blogues, ou fotoblogues, ou blogues poéticos, ou vícios, favoritos. Por mérito próprio e sem favor algum. <a href="http://volupianatabacaria.blogspot.com/" target="_blank">Permitido fumar</a>, como seria de prever.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Les merveilleux nuages</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 02:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetas]]></category>
		<category><![CDATA[Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[- Eh! qu&#8217;aimes-tu donc, extraordinaire étranger? - J&#8217;aime les nuages&#8230; les nuages qui passent&#8230; là-bas&#8230; là-bas&#8230; les merveilleux nuages! Charles Baudelaire &#8211; De Le Spleen de Paris (1860)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-31061" title="Charles Baudelaire" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2011/11/baudelaire2.jpg" alt="Charles Baudelaire" width="446" height="297" /></p>
<p>- Eh! qu&#8217;aimes-tu donc, extraordinaire étranger?<br />
- J&#8217;aime les nuages&#8230; les nuages qui passent&#8230; là-bas&#8230; là-bas&#8230; les merveilleux nuages!<br />
<span style="font-size: 76%;">Charles Baudelaire &#8211; De <em>Le Spleen de Paris</em> (1860)</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A poesia não é para os cães</title>
		<link>http://aterceiranoite.org/2011/07/21/a-poesia-nao-e-para-os-caes/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 02:15:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Livros & Leituras]]></category>
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		<description><![CDATA[Para que serve a poesia hoje? é um pequeno livro de Jean-Claude Pinson, recém-editado pela Deriva, que nos ajuda a responder a uma pergunta completamente actual: «O que pode ainda a poesia, quando as suas ilusões líricas do passado recente (proporcionar uma vista desimpedida para o Absoluto, &#8220;mudar a vida&#8221;&#8230;) foram desacreditadas?» Com uma intensidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-28084" title="poetry" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2011/07/poetry.jpg" alt="poetry" width="416" height="295" /></p>
<p><em>Para que serve a poesia hoje?</em> é um pequeno livro de <a href="http://www.champ-vallon.com/Pages/Pagesrecueil/Pinson1.html" target="_blank">Jean-Claude Pinson</a>, recém-editado pela Deriva, que nos ajuda a responder a uma pergunta completamente actual: «O que pode ainda a poesia, quando as suas ilusões líricas do passado recente (proporcionar uma vista desimpedida para o Absoluto, &#8220;mudar a vida&#8221;&#8230;) foram desacreditadas?» Com uma intensidade ampliada quando na ordem-do-dia se encontra a eliminação por decreto – e por organizado descrédito – do que se revela supérfluo, daquilo que não possui valor de uso nem serve para trocar por papel-moeda ou linha de crédito, não podendo aplicar-se a reduzir défices, a aferir «competências efectivas» ou a cumprir «objectivos estratégicos», importa olhá-la como território da clarividência e de resistência, não meramente onírico ou projectado para a evasão, que jamais deixou de ser mas deve reassumir.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) o poeta – o poeta baudelairiano – confia-se à musa citadina em vez da académica, e coloca-se do lado do que é «fraco, arruinado, entristecido, órfão». Canta sem refilar os «cães calamitosos que erram, solitários, nas ruínas sinuosas das imensas cidades». E talvez seja por a poesia não hesitar em encarregar-se, acrescenta Baudelaire, da «honra dos cães sujos», que pode esperar contribuir para que permaneça aberta outra habitação do mundo, menos alienada. Pois a poesia não é, apesar de tudo, feita para os cães.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Do sentido do transitório</title>
		<link>http://aterceiranoite.org/2011/06/24/o-sentido-do-transitorio/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 18:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poetas]]></category>

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		<description><![CDATA[Percorrendo os arquivos de um dos meus primeiros blogues, dou de caras com este post-proposta datado de Dezembro de 2003. Pura arqueologia, pois. O poeta, porque transporta consigo a liberdade, é um viajante. Longe de se perder nas esferas menores do reino do efémero,  cruza a mais antiga memória com impaciência juvenil diante do não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-27544" title="poeta" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2011/06/poeta1.jpg" alt="poeta" width="268" height="376" /></p>
<p>Percorrendo os arquivos de um dos meus primeiros blogues, dou de caras com este post-proposta datado de Dezembro de 2003. Pura arqueologia, pois.</p>
<blockquote><p>O poeta, porque transporta consigo a liberdade, é um viajante. Longe de se perder nas esferas menores do reino do efémero,  cruza a mais antiga memória com impaciência juvenil diante do não visto e do que está por cumprir. Crivado de passados, organiza emoções e renova desejos. Combina experiência e invenção. É moderno na medida do seu arcaísmo. É o próprio tempo. Por isso todos os ministérios, direcções-gerais, gabinetes jurídicos, administrações, conselhos directivos, estados-maiores, deverão no futuro integrar um núcleo avançado de poetas. Para que jamais percam o sentido do importante, do realmente importante, que é o transitório.</p></blockquote>
<p>Uma possibilidade maiakovskiana que não pesaria muito no Orçamento Geral do Estado.</p>
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		<title>A sorte de Boris</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 19:15:55 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Livros & Leituras]]></category>
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		<description><![CDATA[Apesar de tudo, Boris Pasternak foi um homem com sorte. Muito poucos intelectuais soviéticos terão sido amigos de tantos autores perseguidos por não aderirem aos cânones do realismo socialista ou por atacarem abertamente José Estaline – como, no seu círculo, aconteceu com Osip Mandelshtam, Marina Tsvetayeva, Anna Akhmatova ou Mikhail Bulgakov – e viveram tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-23375" title="Boris Pasternak" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2010/11/pasternak.jpg" alt="Boris Pasternak" width="230" height="348" /></p>
<p>Apesar de tudo, Boris Pasternak foi um homem com sorte. Muito poucos intelectuais soviéticos terão sido amigos de tantos autores perseguidos por não aderirem aos cânones do realismo socialista ou por atacarem abertamente José Estaline – como, no seu círculo, aconteceu com Osip Mandelshtam, Marina Tsvetayeva, Anna Akhmatova ou Mikhail Bulgakov – e viveram tempo suficiente para se gabarem disso. É verdade que ainda hoje é mais conhecido na Rússia como poeta do que como romancista, em virtude de<em> O Doutor Jivago</em> ter sido silenciado por motivos políticos e de em 1958 ter sido impedido de aceitar o Prémio Nobel da Literatura, mas pôde manter o privilégio de fazer aquilo que fazia, se bem que de forma condicionada. O jornalista e também escritor Ilya Ehrenburg conta nas suas memórias um episódio que ilustra o clima no qual se vivia em plena época do Grande Terror (1936-1938). Ilya regressava a Moscovo depois de uma temporada em Espanha, onde cobrira como correspondente a Guerra Civil, quando deparou com um aviso na porta do elevador do prédio onde vivia: «Proibido deitar livros na retrete. Os infractores serão descobertos e castigados». Os moradores procuravam desfazer-se dos livros de autores que tinham sido liminarmente proibidos. De que forma Boris Pasternak sobreviveu a este ambiente de medo e coacção é algo que está por esclarecer. Provavelmente nunca teremos uma resposta. Mas por distracção do regime e do NKVD não terá sido com toda a certeza. Um tema desenvolvido <a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/Prohibido/echar/libros/retretre/elpepucul/20101113elpepicul_4/Tes" target="_blank">no <em>El País</em> de hoje</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O outro Vladimir</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 02:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros & Leituras]]></category>
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		<description><![CDATA[Na minha alma não tenho um só cabelo branco, nem a doçura dos velhos. Diante do meu verbo vigoroso, o mundo treme aqui vou eu – soberbo com os meus vinte e dois anos. &#124; do prólogo de A Nuvem de Calças (1915) Acaba de me chegar La Vie en Jeu, a primeira tradução do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-22572" title="Maïakovski" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2010/10/maiakovski2.jpg" alt="Maïakovski" width="253" height="384" /></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Na minha alma não tenho um só cabelo branco,<br />
nem a doçura dos velhos.<br />
Diante do meu verbo vigoroso, o mundo treme<br />
aqui vou eu – soberbo<br />
com os meus vinte e dois anos.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="font-size: 78%; line-height: 170%;">| do prólogo de <em>A Nuvem de Calças</em> (1915)</span></p>
<p>Acaba de me chegar <em>La Vie en Jeu</em>, a primeira tradução do sueco da biografia do poeta, revolucionário e provocador <a href="http://www.apropucsp.org.br/revista/rcc01_r10.htm" target="_blank">Vladimir Maïakovski</a> (1893-1930). O autor, Bengt Janfeldt, desenha um retrato revisto e bastante aumentado para o qual se serviu dos testemunhos inéditos de pessoas muito próximas, de arquivos privados e principalmente de documentos recentemente disponibilizados que foram propriedade exclusiva dos serviços secretos soviéticos e britânicos. Seiscentas páginas de um trajecto voraz e rigorosamente vigiado. Uma edição da <a href="http://www.albin-michel.fr/La-Vie-en-jeu-EAN=9782226218537" target="_blank">Albin Michel</a> que me servirá de companhia durante os próximos dias. Darei notícias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>J. K.</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 16:02:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros & Leituras]]></category>
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		<description><![CDATA[Jack Kerouac tinha uma forma inimitável de ler os seus próprios textos (decalcada, aliás, do seu modo de falar). Ininterrupta, em contínuo. Como numa lengalenga. Mas sem alienar quem o escutava, como ocorre habitualmente com todas as lengalengas. Devo ter ouvido dezenas de vezes este fragmento de On the Road (Pela Estrada Fora), dito pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jack Kerouac tinha uma forma inimitável de ler os seus próprios textos (decalcada, aliás, do seu modo de falar). Ininterrupta, em contínuo. Como numa lengalenga. Mas sem alienar quem o escutava, como ocorre habitualmente com todas as lengalengas. Devo ter ouvido dezenas de vezes este fragmento de <em>On the Road</em> (<em>Pela Estrada Fora</em>), dito pelo sacana em 1959 no programa de Steve Allen. Para ser franco, ainda não me cansei.</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td><p><a href="http://aterceiranoite.org/2010/04/27/j-k/"><em>Click here to view the embedded video.</em></a></p></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		<title>WW e o 4 de Julho</title>
		<link>http://aterceiranoite.org/2009/07/04/ww-e-o-4-de-julho/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 15:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Livros & Leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Poetas]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo à medida das mentes acossadas da casta dirigente da Coreia do Norte, a escolha deste 4 de Julho para lançar mais sete mísseis balísticos sobre o Mar do Japão. Aliás, já em 2006 haviam feito a mesma coisa. O aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos América – documento fundador do mundo contemporâneo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-11998" title="Walt Whitman" src="http://aterceiranoite.org/wp-content/uploads/2009/07/waltwhitman.jpg" alt="Walt Whitman" width="256" height="318" /></p>
<p>Mesmo à medida das mentes acossadas da casta dirigente da Coreia do Norte, a escolha deste 4 de Julho para lançar mais sete mísseis balísticos sobre o Mar do Japão. Aliás, já em 2006 haviam feito a mesma coisa. O aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos América – documento fundador do mundo contemporâneo que em 1776 preludiou a Revolução Francesa e questionou o domínio colonial dos europeus – pareceu-lhes uma óptima data para demonstrarem com fogo-de-artifício as saudades que têm da Guerra Fria. Só que no mesmíssimo dia, embora em 1855, Walt Whitman publicou a primeira edição de <em>Leaves of Grass</em>, impressa na Rome Brothers. Bem vistas as coisas, talvez esta data possa não agastar menos os norte-coreanos. E também os seus comparsas de outras latitudes.</p>
<blockquote><p>FOR YOU O DEMOCRACY</p>
<p>Come, I will make the continent indissoluble,<br />
I will make the most splendid race the sun ever shone upon,<br />
I will make divine magnetic lands,<br />
With the love of comrades,<br />
With the life-long love of comrades.</p>
<p>I will plant companionship thick as trees along all the rivers of America, and along the<br />
shores of the great lakes, and all over the prairies,<br />
I will make inseparable cities with their arms about each other&#8217;s necks,<br />
By the love of comrades,<br />
By the manly love of comrades.</p>
<p>For you these from me, O Democracy, to serve you ma femme!<br />
For you, for you I am trilling these songs.</p>
<p><span style="font-size:82%;">Walt Whitman &#8211; <em>Leaves of Grass</em></span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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